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1.
( SPRINT ) Q? Eu sei que o sprint em pé
existe dependendo do padrão biomecânica e pedalada
que o praticante apresenta. Então porque foi banido dos treinos
na nossa Escola?
O sprint em pé em terreno
plano foi proibido pelo fato das pessoas não terem coordenação
motora suficiente para trabalhar com potência máxima
fora do banco. Acelerar por alguns segundos
é aceitável...mas só para vencer a pesada que foi aplicada
segundos antes do início do sprint. Já o sprint na subida
pode ser feito em pé ou sentado, uma vez com a
cadência sem ultrapassar 80 rpm, fica mais fácil coordenar
as pernas.
SITE
APOIO :
http://www.vidaativa.com/home.htm - Ricardo
Alcici Matos /Prime Team ( BH )
2.
( FARTLECK ) Q? Gostaria de alguma informação sobre FARTLECK
.
O termo nasceu na Suecia : FART = speed (
velocidade ) and Lek = play ( jogar ) =
jogo de velocidade. Este tipo de treinamento foi
desenvolvido na década de 30, na região de Volonden, por Gosta
Holmer (1891-1983) .Nesse tipo de treinamento,
o corredor determina a velocidade e a distância dos
estímulos, conforme a sua percepção de esforço e condição
física, percorrendo percursos variados com aclives,
declives e obstáculos naturais : em meio aos bosques e
trilhas pelas florestas. Os estímulos são intercalados com
pausas onde o corredor realiza uma corrida lenta ou até
mesmo uma caminhada, para a sua recuperação. A freqüência
cardíaca apresentará variações entre 140-180 BPM nesse tipo
de treinamento. Da Suécia para o mundo, fartlek já foi
empregado por renomados treinadores e corredores de alto
rendimento, que dele souberam tirar o melhor
SITE APOIO : http://www.eddymerckx.be/
3. ( FREQUENCIA CARDIACA ) Q? Estou com um problema nos treinos
de endurance que ministro : tenho um aluno, cuja frequencia
cardiaca se eleva rapidamente. Como aula é em grupo, como
eu posso ajudá-lo a manter sua frequencia mais baixa, sem
deixar que os outros alunos na mesma aula,mas mais preparados
estejam no patamar de 65% a 80%?
O mais importante do trabalho de endurance, como o prórpio
nome já diz, é a manutenção estável da FC dentro deste
parâmetro, ou seja, você trabalhar com platôs
de intensidade mais extensos. Talvez o que você esteja
encontrando com seus alunos aqueles casos em que,
por alguma falha na periodização individual de seus treinos
( falta de uma boa base aeróbia, ou treinamento voltado
sempre com cargas de alta intensidade, ou ainda,
falta de regularidade nas sessões de treino de maior
duração) , o organismo destes alunos interpretam
a atividade física como sempre sendo de alta intensidade
e está "viciada" em
trabalhar com FC altas. Tudo isso é reflexo
no organismo .Não houve um período adaptativo do sistema
cardiorespiratório e energético para a atividade em
produção energética para esta atividade . Então, eu sugeriria
que você recomendasse a estes alunos, que
apresentam esta resposta de FC elevadas desde
o início de uma sessão de endurance, que tivessem paciência
e controle para treinarem adaptativamente e recondicionassem
seu organismo a trabalhar com FC mais baixas (para que
trabalhem principalmente seus sistemas metabólicos
e enzimáticos de produção de energia). Mas , isso
requer um trabalho árduo de paciência e controle porque
não é fácil.
Também recomendaria que você sugerisse
que fizessem um teste de esforço (ergoexpirometria)
para se avaliar a FC máxima real em
esforço e os limiares ventilatórios para vc poder ter certeza
sobre a condição cardiovascuar de cada um. De qualquer
forma, o interessante é você passar a idéia de que quem faz
o treinamento e quem colhe os resultados deste treinamento
sobre as bikes é o próprio aluno. E a repercussão destes
treinamentos se reflete nos treinos, sessão
após sessão.
4.(ENDURANCE) Q?No treino em endurance seria correto aplicar
longas subidas?
O princípio da aula de endurance
é a regularidade da frequencia cardíaca. É uma aula onde o
objetivo metabólico é muito mais fisiológico e bioquímico
do que periférico.
Portanto recomendamos que a aula seja levada predominantemente
num percurso plano, com liberdade para a utilização de algumas
subidas. Sempre lembrando que a estabilização da FC depende
da manutenção do estímulo constante. Assim, qualquer alteração
de posicionamento e de sobrecarga pode alterar a FC durante
o trabalho. A FC é muito maleável e sensível. Deve-se tomar
cuidado com isso.E já temos uma zona de energia que privilegia
o trabalho em subidas que é a aula de resistência de força.
Portanto, não vemos necessidade de utilizar a aula de endurance
para promover um treinamento de subidas.
S.APOIO
http://www.acefitness.org/continuingeducation/continuingeducationcourses.aspx?searchSubject=ES
5. ( ENDURANCE ) Q? Quais as atualizações aplicadas ao treino
de endurance ?
Para novos alunos, tem sido aplicada uma nova variação da informação
inicial, quando se deseja uma maior variação no treinamento
aeróbio e na construção de uma base para outros
tipos de pedalada. A variação inclui expandir os parametros
até 80% FCM para aqueles que estejam aptos a trabalhar
aerobiamente até este limite ( 80%), estando permitida a utilização
de movimentos basicos como correr no plano
(2ªposição em pé ),
subida sentado (2ªposição
sentado com resitencia de subida ) em subida em pé
(3ªposição em pé c/resitencia
de subida com a condição que os participantes PERMANEÇAM
dentro de sua zona aerobia = antes de uma hiperventilação.Vale
lembrar que o trabalho de endurance é um trabalho de
platôs de intensidade, ou seja, por um determinado período
de tempo (e de preferência longo - + de 10 a 15 minutos cada
platô ou um platô constante durante todo o treino e com bom
senso) deve-se manter a FC o mais regular possível.
A liberdade maior na zona de FC se deve ao fato de a maior
parte dos fisiologistas terem como parâmetros
que a maior parte da população tem seu limiar anaeróbio em
torno de 80% da FCmáx, ou acima deste valor. Portanto, como
a própria referência cita, o importante é manter-se
dentro da zona aeróbia.Se o praticante souber sua FC de limiar
(medido em bicicleta ) pode ter como referência este valor
(mas estando ciente que este valor é apenas uma referência).
Outro lembrete é que as subidas foram "liberadas",
mas sempre prevalecendo o bom senso ,uma vez que toda
e qualquer alteração no posicionamento do corpo e/ou
na intensidade da resistência gera alteração na FC.
E por ser um trabalho de regularidade de esforço, estas mudanças de
posicionamento devem ser utilizadas com parcimônia. Mais um
motivo para a consciência corporal, controle de
intensidade e auto-conhecimento.
6.(FREQUENCIA CARDIACA) Q? tenho uma aluna que parece apresentar
frequencia cardíaca "desregulada" durante as aulas/treinos.
Já trocamos inclusive, seu frequencimentro de
marca e/ou modelos, tentando achar uma resposta. Nada. O que
poderia estar acontecendo?
Pelo que compreendemos de seu questionamento, você tem uma
aluna com frequência cardíaca de treino relativamente
alta, contudo, sem demostrar sintomatologia nenhuma, ou
seja, sem angina pectoris ou mesmo desconfortos, seria isso?
Ela apresenta apresenta apenas uma frequência acima do
predito por tabelas referenciadas. Pois então, a priori não há nada de errado nisso. A ocorrencia
pode ser justificada por dois fatores que seriam: o débito
cardíaco baixo e consequentemente baixo volume
sistólico final inatos, o que consequentemente acarreta em
uma maior sobrecarga o sistema nervoso
autônomo simpático, o que a leva a ter maior atividade
adrenérgica e maior frequência cardíaca. Então, por mais
que ela treine regularmente , tal condição pode
apenas ser atenuada e não resolvida, já que de sua constituição
e carga genética a conferem tal padrão fisiológico.
Assim, caro professor, não há que se preocupar muito não,
isso é uma característica dela e assim continuará sendo.
Logicamente que o treino regular é de suma importância
para que ela matenha a resposta cronotrópica que adquiriu
( = diferença entre FCmáx e FC repouso),
o que se diminuída, pode ser ruim. Contudo, é sempre
importante investigar todo e qualquer quadro que fuja a normalidade, ainda
mais tratando-se de uma pessoa que não tivemos , aqui, nenhum
contato.Estamos sabendo do fato, através de seu email
Desta forma, sugiro que ela procure um bom médico para realizar
exames como ECG de repouso e esforço e, se possível e indicado,
também um ecocardigrama e assim, podemos tirar todas
as dúvidas sobre a existência de uma cardiopatia.
SITE APOIO
: http://www.us.elsevierhealth.com/product.jsp?lid=3&iid=0&sid=146&isbn=9780443103438
7.(FREQUENCIA
CARDIACA) Q?Não encontrei na literatura o "porque"
do Protocolo de FCM da mulher ser 226. Vocês teriam
material a respeito?
Esta modificação na fórmula de predição da frequência cardíaca
máxima em função de que a resposta cronotrópica e também o
volume do coração na mulher são menores de que em homens,
especialmente o volume das cavidades cardíacas, isso faz com
que elas tenham uma resposta aguda ao exercício diferente
de homens. Para saber mais sobre o assunto, SOLICITE
NO EMAIL ACIMA um artigo bem interessante sobre
esta temática.
SITE APOIO :
http://www.asep.org/ -
Renato Andre
Souza da Silva /Prime Team ( BSB )
8. ( PERIODIZAÇÃO ) Meus coordenador optou por aplicar
somente aulas intervaladas para as aulas aqui na academia onde
trabalho. Isso não irá descaracterizar o trabalho da
metodologia de nossa Escola entre meus alunos - que já
estão acostumados com os treinos variados que aplico? Haverá
perda de rendimento físico para os alunos se tiverem
que treinar apenas em interval?
Isso é topico para uma abordagem ampla, mas vamos ao principal :
oferecer treinos de diferentes aspectos permite ao aluno um
um trabalho fisiológico completo. Fisiologicamente e bioquimicamente
para o organismo é importante poder oferecer vários tipos
de estímulos (leves, moderados e intensos) para que o corpo
possa se adaptar a estes diferentes tipos de sobrecargas.
Então, pensando pelo lado profissional (como professor de educação
física) seria muito importante trabalhar com todas as zonas
de energia Assim como no desenvolvimento do treinamento
de alto nível, existem etapas a serem cumpridas para o ótimo
desenvolvimento do organismo e, consequente,
desenvolvimento da performance. Talvez você saiba destes
aspectos do desempenho físico.Voltando ao seu caso, a imposição de somente aulas intervaladas,
pode limitar a variabilidade de
estímulos, limitar a criatividade dos professores e a
variabilidade das aulas. Lógico que estou partindo do
pressuposto que aulas intervaladas são aulas que se
caracterizam por um trabalho de estímulo-recuperação
durante toda a aula. Portanto, não oferecendo a
possibilidade de experiência dos outros tipos de treinos,
descaracteriza o trabalho sugerido por nossa Escola . Como
aula genérica de ciclismo indoor, não vejo problema, a não
ser as limitações que relatei acima.Em relação à perda de rendimento, pode ser que não haja perda de
rendimento,mas vai depender da competência profissional
dos professores em suprir todos os aspectos fisiológicos e
bioquímicos.
9. ( METODOLOGIA ) Q? Devemos ainda utilizar a posição
em pé no plano? (running)
O running _ citado
em nossa metodogia /Escola _ foi criado em alusão aos
momentos em que os ciclistas querem mudar um pouco sua posição
durante os longos treinos de pedal para aliviarem
a pressão sobre o períneo e não perderem o ritmo do pelotão.
Portanto, Running em Pé ainda é aplicado, com as maõs na Pedaga
2. Não aconselhamos running muito extensos, pois no
ciclismo real não usamos a pedalada em pé com
cadência acima de 80rpm a não ser quando sendo
imposta extrema potência como em um sprint ou ataque. A pedalada
em pé com cadência alta é ineficiente e desconforável, mas
nada que não possa em um pedal moderado .
Com boa coordenação não é ineficiênte para um objeivo
de treino moderado e constante. Mesmo assim por pouco tempo. Pensando
em potência , veja duas situações : A/ cadência de 90rpm
carga(5) um pouco desconfortável e potencia 150wts – B/cadência
60rpm carga(8) mais conforável e a potência pode ser 170wts
.Compreeende ? Portanto, extiguir o Running em Pé no Plano não
necessário, por completo, contudo, sua utilização de maneira
criteriosa e com cadências mais baixas, seja o mais interessante
no universo "academias". Seria um pedal no plano
para mudar de posição, porém colocando uma carga mais
pesada com uma cadência menor, sendo assim o "mesmo esforço"
com mesmo objetivo. Com nosso alunos ,
podemos treinar também outros fundamentos como agilidade,
coordenação etc., além da mudança de posições .
Mais uma vez, vale o bom senso do professor
10.
( METODOLOGIA ) Q? Running em Pé - o que seria ?
Aqui na Escola , normatizamos como "running"
: um trabalho com resistência moderada e cadências
em torno de 80 a 90 rpm. Descaracterizando como trabalho de
subidas, e não permitindo trabalhos de "running"
com cadências elevadas. Pode ser aplicado como uma alternativa
ao desconforto as vezes proporcionado pelo selim .Não
é recomendável durante longos períodos
PEGADA
("empunhadura"): 2
CADÊNCIA:
80 A 90 rpm
INDICAÇÃO:
PEDALADA SUAVE FORA DO SELIM

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